Os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) enfrentam inúmeros desafios para garantir sua sustentabilidade a longo prazo. Para Ildemar Silva, diretor-presidente da Serconprev, a chave para superar essas dificuldades está na adoção de medidas estruturais e na modernização da gestão previdenciária. “A sustentabilidade dos RPPS depende de uma série de fatores, incluindo a adequação das alíquotas de contribuição, a revisão das regras de concessão de benefícios e a diversificação dos investimentos,” afirma Ildemar.
Um dos principais desafios é o equilíbrio financeiro dos RPPS. As alíquotas de contribuição devem ser ajustadas conforme as necessidades do regime e as características do grupo de segurados. “É crucial que as alíquotas sejam estabelecidas de maneira justa e equilibrada, garantindo que as contribuições sejam suficientes para cobrir os benefícios futuros sem onerar excessivamente os servidores,” explica Ildemar Silva.
A revisão das regras de concessão de benefícios também é essencial. Para garantir a sustentabilidade, é necessário avaliar periodicamente as normas de aposentadoria e pensão, ajustando-as às novas realidades demográficas e econômicas. “As regras precisam ser justas, mas também sustentáveis a longo prazo. Isso significa considerar fatores como a expectativa de vida e as condições econômicas atuais,” ressalta o diretor-presidente da Serconprev.
Outro ponto crítico é a diversificação dos investimentos dos recursos previdenciários. Investir de maneira diversificada reduz os riscos e aumenta as chances de obter retornos mais estáveis e elevados. “A diversificação dos investimentos é uma estratégia fundamental para proteger os recursos dos RPPS e garantir sua rentabilidade. É importante investir em diferentes setores e tipos de ativos para minimizar riscos e maximizar ganhos,” acrescenta Ildemar Silva.
Além dessas medidas, a capacitação constante dos gestores e técnicos envolvidos na administração dos RPPS é vital. “Investir na formação continuada dos profissionais que atuam nos RPPS é fundamental para garantir uma gestão eficaz e alinhada às melhores práticas do mercado. Com uma equipe bem preparada, é possível identificar riscos e oportunidades de forma mais assertiva, assegurando a saúde financeira dos regimes,” afirma Ildemar.
Por fim, a implementação de boas práticas de governança é imprescindível. Uma gestão transparente e responsável contribui para a confiança dos segurados e para a sustentabilidade do sistema. “A governança sólida e transparente é a base para uma gestão eficaz dos RPPS. Ela assegura que os recursos sejam utilizados de maneira correta e que as decisões sejam tomadas de forma responsável e ética,” conclui Ildemar Silva.
Com a adoção dessas medidas, os RPPS podem enfrentar seus desafios e garantir a sustentabilidade a longo prazo, proporcionando segurança e tranquilidade para os servidores públicos.
